Política
Diálogo entre Câmara, Executivo e Sintep garante manutenção de cargos no Projeto de Lei Complementar 03
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A Câmara Municipal de Lucas do Rio Verde anunciou, na manhã desta quinta-feira (18), um acordo construído entre o Poder Legislativo, o Poder Executivo e o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep-MT), que garantiu a retirada dos cargos de motorista de transporte escolar e de merendeira do Projeto de Lei Complementar nº 03, que trata da extinção de cargos públicos.
O anúncio foi realizado durante reunião na sede do Legislativo e contou com a participação do presidente da Câmara, vereador Airton Callai, vereadores e representantes do Sintep de Lucas do Rio Verde, liderados pelo presidente da subsede, Ericksen Carpes.
Segundo Airton Callai, o entendimento foi construído após diversas reuniões realizadas entre vereadores, representantes do sindicato e o prefeito Miguel Vaz, com o objetivo de encontrar uma solução que atendesse às demandas apresentadas pelos servidores.
“O trabalho foi realizado em conjunto entre a Câmara de Vereadores, o Sintep e o Poder Executivo. Após várias reuniões e muito diálogo, conseguimos retirar do Projeto de Lei Complementar 03 os cargos de motorista de transporte escolar e também a parte das merendeiras. Esse era um pleito apresentado pelo sindicato e que recebeu o apoio dos vereadores. Quero agradecer a todos os parlamentares pelo empenho e dedicação na defesa dos servidores públicos municipais”, destacou o presidente da Câmara.
Representando o Sintep, Ericksen Carpes ressaltou a importância do diálogo institucional para a construção do consenso alcançado entre as partes envolvidas.
“Esse foi um trabalho coletivo, construído por meio do diálogo e da conversa institucional com a Câmara Municipal e com o prefeito. Conseguimos encontrar uma solução que atendesse à reivindicação dos servidores públicos municipais. Esse é o caminho: o diálogo, a construção conjunta e o respeito às instituições. Agradecemos a todos os vereadores pelo comprometimento e reforçamos aos profissionais da educação a importância de confiar no trabalho desenvolvido pelo Legislativo, pelo Executivo e pelo Sintep”, afirmou.
O presidente da Câmara também destacou que a atuação conjunta dos vereadores foi fundamental para o resultado alcançado e reforçou o compromisso do Legislativo com a valorização dos servidores públicos e a busca por soluções construídas por meio do diálogo.
A expectativa agora é que as adequações acordadas sejam encaminhadas pelo Executivo Municipal para apreciação dos vereadores, permitindo que a matéria avance na tramitação legislativa ainda neste semestre.
Participaram do ato os vereadores Airton Callai, Wlad Mesquita, Jackson Lopes, Josias Ferreira, Hélio Kaminski, Márcio Albieri e Nelson Hasegawa. As vereadoras Nadir Santana e Débora Carneiro não estiveram presentes por cumprirem agenda institucional em Brasília.
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EUA confirmam treinamento militar no Panamá, mas negam envio de 600 soldados
Embaixada americana confirma a presença temporária de 120 militares em curso na selva; reportagem do New York Times aponta planejamento mais amplo de atuação na América Latina
Os Estados Unidos confirmaram a presença temporária de militares americanos no Panamá para treinamento em ambiente de selva, mas negaram a informação de que 600 soldados estariam sendo enviados ao país. A divergência surgiu após reportagem do jornal The New York Times, que apontou um planejamento militar mais amplo envolvendo países da América Latina.
Segundo a embaixada dos Estados Unidos no Panamá, 120 militares participam das atividades de treinamento e devem retornar às suas bases de origem após a conclusão do curso, prevista para 25 de outubro. Os soldados pertencem à 10ª Divisão de Montanha, unidade sediada em Fort Drum, no estado de Nova York.
Em comunicado, a representação diplomática classificou como falsa a informação sobre o envio de 600 militares. A embaixada também afirmou que a presença americana ocorre a convite do governo panamenho e que as atividades são realizadas em coordenação com as forças locais.
A reportagem do New York Times, por sua vez, atribuiu a fontes próximas ao governo do presidente Donald Trump, ouvidas sob condição de anonimato, a informação de que um batalhão de aproximadamente 600 soldados poderia participar de treinamentos com forças do Panamá, da Colômbia e de Honduras. O planejamento descrito pelo jornal também envolveria possível apoio a equipes americanas de operações especiais que assessoram militares locais em ações contra suspeitos de tráfico de drogas.
O centro de treinamento no Panamá é utilizado em atividades de preparação militar voltadas à sobrevivência e às operações em ambiente de selva. A capacitação envolve intercâmbio de conhecimentos entre militares americanos e panamenhos.
A movimentação ocorre em meio ao fortalecimento da cooperação militar dos Estados Unidos com países da região, especialmente no contexto do combate ao narcotráfico e às organizações criminosas transnacionais.
Embora haja confirmação oficial do treinamento no Panamá, as informações sobre a mobilização de 600 soldados e a extensão das atividades para outros países ainda precisam ser distinguidas daquilo que foi reconhecido publicamente pelas autoridades americanas.
Uma eventual ampliação da presença militar dos Estados Unidos na região pode ter relevância estratégica para a América do Sul, inclusive para os países próximos às fronteiras brasileiras. No entanto, a confirmação de exercícios temporários no Panamá, por si só, não significa o estabelecimento de uma presença militar permanente nem comprova uma operação diretamente relacionada ao território brasileiro.


