DISPUTA NA CÂMARA
Rosy Prado acusa CCJ de segurar projetos e diz estar cansada de “showzinho” na tribuna
Várzea Grande
Vereadora afirma que há propostas protocoladas desde fevereiro sem parecer ou votação e anuncia que pretende repassar projetos a outros parlamentares para tentar fazê-los avançar na Câmara de Várzea Grande
A vereadora Rosy Prado (UB) criticou, durante sessão da Câmara Municipal de Várzea Grande, a condução de projetos pela Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e cobrou do vereador Alessandro Moreira (MDB), integrante da comissão, a devolução dos pareceres das propostas que, segundo ela, estão paradas desde o início do ano.
Em tom de cobrança, Rosy afirmou estar cansada dos debates promovidos na tribuna e disse que a população tem cobrado dela respostas sobre projetos que ainda não chegaram à votação em plenário.
“Eu só estou pedindo para ele que não segure os projetos da CCJ. Tô cansada desse show da fala, lá sobe na tribuna. Eu tenho projeto aqui que é de fevereiro”, declarou.
A parlamentar apresentou documentos com as datas em que teria protocolado as propostas e questionou a demora na tramitação. Segundo Rosy, independentemente de o parecer ser favorável ou contrário, a comissão deveria devolver os projetos para que eles possam seguir o rito legislativo.
Entre as propostas citadas pela vereadora estão matérias relacionadas a direitos das mulheres, parto normal e cesariana, proteção de crianças, atuação de motoboys, além de projetos ligados a obras e ao Instituto de Previdência Social dos Servidores Públicos de Várzea Grande (Previvag).
Rosy também afirmou que uma das propostas trata do direito de escolha da mulher em relação ao tipo de parto. Segundo ela, o projeto recebeu questionamento de constitucionalidade, mas deveria ser submetido ao plenário para que os vereadores decidam sobre sua aprovação ou rejeição.
“A plenária é soberana. Se ele é inconstitucional, o correto é levar para a plenária para nós decidirmos se vamos todos votar a favor ou ao contrário”, afirmou.
“Todos têm constitucionalidade”, afirma vereadora
Questionada sobre as críticas recorrentes de Alessandro Moreira de que projetos apresentam vícios, inconsistências ou problemas de constitucionalidade, Rosy foi categórica ao defender suas propostas.
“Esses projetos meus que estão aqui, todos têm constitucionalidade. Todos, todos”, declarou.
A vereadora citou ainda que o vereador Sardinha teria solicitado um parecer da Procuradoria da Casa de Leis para esclarecer a questão da constitucionalidade. Para Rosy, a análise jurídica não deveria impedir que as propostas fossem submetidas ao plenário.
Direitos das mulheres e suposta disputa pessoal
Rosy também foi questionada se acredita que projetos relacionados aos direitos das mulheres estariam deixando de avançar por conta de um possível problema pessoal com ela.
A parlamentar respondeu que acredita nessa possibilidade e afirmou que as propostas têm como objetivo melhorar a vida da população de Várzea Grande.
“Eu acredito, porque realmente são projetos de suma importância que realmente vai melhorar a vida da população de Várzea Grande”, disse.
Segundo Rosy, a discussão não deveria se concentrar apenas na constitucionalidade das matérias, mas na possibilidade de que elas sejam colocadas em votação. Ela reforçou que, caso não obtenham maioria, os projetos poderão ser rejeitados pelo próprio plenário.
“A discussão aqui não é se o projeto está constitucional ou inconstitucional, é que o projeto entra na pauta para que seja votado. Aí a plenária soberana, se eu não tiver a maioria dos votos, o projeto será naturalmente vetado”, argumentou.
A vereadora também ressaltou sua posição de independência política e afirmou que não possui compromisso com nenhum grupo político.
“Eu sou uma vereadora independente, não tenho rabo preso com ninguém”, declarou.
Projetos podem ser repassados a outros vereadores
Diante da demora na tramitação, Rosy anunciou que pretende disponibilizar alguns de seus projetos para que outros vereadores possam apresentá-los.
“Eu estou cansada, projeto de fevereiro, nós estamos em agosto, finalizando o ano”, afirmou.
A estratégia, segundo ela, seria uma forma de tentar fazer com que propostas consideradas importantes avancem na Câmara, ainda que deixem de levar seu nome como autora.
“Por isso que eu realmente estou doando os projetos para que seja apresentado por outros colegas vereadores. Quem sabe vai passar pela comissão da CCJ”, disse.
Rosy citou, entre os projetos que pretende repassar, propostas envolvendo os motoboys, questões relacionadas ao CBOQ, obras e medidas referentes ao Previvag. Segundo a vereadora, antes de apresentar as matérias, ela busca discutir os temas com secretarias municipais, representantes do Executivo e responsáveis pelos órgãos envolvidos.
“Eu devo satisfação, sim, à população de Várzea Grande e eles têm me cobrado”, afirmou.
Ao encerrar a crítica, a vereadora voltou a acusar a existência de um discurso sem resultado prático na tramitação das propostas e afirmou que sua cobrança tem como objetivo garantir que os projetos sejam efetivamente analisados e votados pelos parlamentares.
“Estou cansada desse showzinho que se faz ali na tribuna e não tem compromisso com a população de Várzea Grande”, concluiu.
Várzea Grande
Deputado eleito Fabinho visita a Câmara, discursa na tribuna e agradece apoio de vereadores — Câmara Municipal
O presidente da Câmara, Wanderley Cerqueira, anunciou a presença do deputado estadual eleito Fabinho na sessão de terça-feira (6) e o convidou para compor a Mesa Diretora. Da tribuna, o parlamentar cumprimentou os vereadores e o presidente da Casa e agradeceu o apoio recebido.
Fabinho lembrou que iniciou sua trajetória política na Câmara de Várzea Grande, onde foi vereador e presidiu a Casa por dois mandatos. Mais votado na eleição anterior para a Assembleia, ele conquistou novamente a maior votação neste pleito.
“Eu vim aqui agradecer. Tive a honra de trabalhar aqui com alguns dos nossos colegas. Tenho certeza de que sempre fizemos um bom combate, com muita lealdade, companheirismo e respeito, especialmente à população várzea-grandense”, afirmou.
O deputado eleito também comentou o resultado da eleição para a Assembleia e observou que outras cidades têm dado mais prioridade a candidatos locais, o que Várzea Grande precisa fazer também. “Várzea Grande tinha três representantes e agora só tem um, eu, morador de Várzea Grande. Será que Várzea Grande está fazendo o correto? Fica essa pergunta”, disse.
Fabinho reforçou que continuará defendendo o município no Legislativo estadual. “Eu não poderia deixar de vir aqui, porque muitos aqui, só de não me atrapalhar, já me ajudaram muito. E tenho certeza de que 100% desta Casa torceu para que o Fabinho continuasse lá, trazendo recursos e brigando pela cidade”, declarou.
Ele agradeceu de forma especial aos vereadores Adilsinho, Galibert e Raul Curvo pelo apoio durante a campanha.
O presidente Wanderley Cerqueira destacou a importância da visita e a relação de parceria entre a Câmara e o deputado eleito.
Assessoria de Comunicação da Câmara Municipal de Várzea Grande


